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Muito se fala na problemática em torno da desigualdade na distribuição dos benefícios a população, onde evidencia - se que os grupos considerados pobres, ficam cada vez mais desprovidos de amparos, arcando com a socialização dos prejuízos pela ingerência do estado nesta disputa entre classes sociais, regida pela mesma legislação, mas não pelas mesmas regras. Fica claro a utilização de métodos escrabosos, sem princípios, principalmente pela classe política que tanto no âmbito ambiental quanto no social, se utilizam dos órgãos públicos e de seus servidores, para perpetuar o poder sem o mínimo de compromisso quanto à conservação dos recursos naturais ou uma sociedade justa. A falta de experiência da população quanto aos seus direitos como agentes fiscalizadores das atividades dos políticos eleitos pelo voto do povo, aliada a sutileza diabólica em que é exercido o poder pelas entidades políticas, conduz o país a desenvolver uma ação antagônica ao propósito das leis e regulamentos que regem este estado, com governo sem espaço a participação popular, empresários na busca constante de burlar as leis, subornar funcionários públicos, coagindo com pressões externas os responsáveis por processos e liberações de obras. Deve ser por este motivo, que alguns conseguem construir arranha céus a beira mar, despejando todos os tipos de resíduos em nossas praias, enquanto outros são autuados por pescar alguns peixes para o sustento de sua família, ou porque empresas mineradoras destroem os recursos naturais, enquanto outros não conseguem liberador sequer a abertura de pequenos açudes. Sei que posso estar pregando uma utopia, mas quando vamos ter acesso à democratização da gestão publica? Ate quando vamos deixar de avaliar as conseqüências do dano na sociedade pela falta da nossa fiscalização? Não basta saber, temos que agir, cada um com as ferramentas que dispõe as mãos, na busca de medidas preventivas, na conservação das reais prerrogativas dos órgãos públicos, na busca pela maturidade democrática da sociedade. Rodrigo Moretti, gestor ambiental, diretor sul do Instituto Eco&Ação e-mail:
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